Até Sempre, Ângelo de Carvalho e Eng.º Adolfo Roque

Na secção "Diversos" dos classificados do JN de ontem estava o seguinte anúncio:

"Eu, Ângelo de Carvalho, filho de Ângelo de Carvalho, ex-jogador do FC Porto e várias vezes internacional pela Selecção Nacional, homem honesto, de uma integridade incrível e falecido a 08-10-2008, estou extremamente ressentido pelo comportamento de abandono face a este dedicado e fiel servidor ao FCP. O tempo são só números!"

Não percebo muito bem se o filho do jogador se refere a "abandono" quando Ângelo de Carvalho era ainda vivo ou aquando da sua morte, nem se o destinatário desta mensagem é apenas o FCP ou também a FPF, comunicação social, etc.. Mas o facto é que no site do FC Porto só hoje foi referido o falecimento de Ângelo de Carvalho. Há que ter mais atenção a estas situações. Se há coisa que um clube digno não pode fazer é esquecer-se de quem o serviu com lealdade.

Sobre Ângelo de Carvalho diz o "FC Porto - Figuras e Factos 1893-2005" (de J. Tamagnini Barbosa e Manuel Dias) que foi um defesa-esquerdo "temperamental, de uma grande entrega e eficácia", que vestiu a camisola do FC Porto como sénior de 1943 a 1955, tendo chegado a capitão quer do clube, quer da Selecção. Mais tarde, regressou ao FCP como "impulsionador do Departamento de Veteranos".

Os meus sentimentos à sua família e amigos, e um muito obrigada da minha parte por tudo o que fez pelo nosso clube.

Aproveito para deixar também as minhas condolências à família do Eng.º Adolfo Roque (o que, por lapso, não fiz na altura no seu falecimento há três semanas), bem como, igualmente, o meu agradecimento pela sua dedicação ao FC Porto. Sobre o inabalável carácter do fundador da Revigrés, fica o registo neste post.

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terça-feira, outubro 14, 2008 @ 04:08 GMT ::: link ::: topo



Viva o Porto!

Este blog está parado, com o renascimento previsto mas, para já, adiado. Mas dada a notícia que fez aumentar a venda de champanhe no país no dia de hoje, apeteceu-me vir até cá deixar os meus dois cêntimos. Em seis pontos:

1 - Isto só acaba quando a senhora gorda cantar.

2 - Já mungiram a vaca (modéstia à parte, esta é a analogia mais perfeita da história das analogias) do apito até onde podiam, e isto foi tudo o que conseguiram: 6 pontos que não significam absolutamente nada e uma possível ausência de uma época das competições europeias.

3 - Nas palavras do nosso grande Capitão: Sempre saímos mais fortes das situações difíceis.

4 - Amo-te Porto!

5 - Vejam o ponto seguinte.

6 - Foi só para chegar a seis pontos, em homenagem a todos aqueles que tanto se esforçaram para fazer cócegas nos pés deste gigante chamado FC Porto.

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quarta-feira, junho 04, 2008 @ 20:11 GMT ::: link ::: topo



O nosso pedido


Faz ouvir a tua voz aqui!

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quarta-feira, maio 23, 2007 @ 11:01 GMT ::: link ::: topo



Uma ideia (quem tiver pouca paciência pode saltar directamente para o último parágrafo, mas não aconselho que a história é bonita)

Quando era criança, qualquer feriado que calhasse num dia de semana já tinha plano delineado: telefonava-se na véspera para o FC Porto para saber a que horas era o treino do dia seguinte e no próprio dia era sair de casa bem cedinho; eu, o meu irmão e os amigos que coubessem no carro. A minha mãe, com paciência de santa, não só conduzia como esperava no carro durante toda a manhã. E que longa manhã...

Normalmente pouco passava das oito horas quando víamos chegar os jogadores. Iam chegando, estacionavam os carros e dirigiam-se para o balneário: primeiro autógrafo. Esperávamos depois que saíssem do balneário em direcção ao campo de treinos, e nesta altura era mais fotografias, para que os jogadores não perdessem tanto tempo. E depois ficávamos a ver o treino, excitadíssimos. Crianças e reformados a toda a volta do campo - uma assistência de fazer inveja a muitos jogos da I Liga - acompanhando religiosamente cada movimento, cada exercício, cada brincadeira dos jogadores. Fotos, fotos e mais fotos.

Acabado o treino, era altura para o segundo autógrafo, enquanto os jogadores se dirigiam do campo para o balneário. E depois a longa espera. Normalmente mais de meia hora para que saísse o primeiro jogador. E quando começavam a sair, era um atrás do outro... Era preciso estar atento para não perder nenhum. Nessa altura conseguia-se o terceiro autógrafo de cada jogador e aproveitava-se para tirar ainda mais fotos, desta vez especando-nos, sorridentes, ao seu lado. Muitas meninas gostavam de pedir beijinhos - eu por acaso nunca quis. Mas eles acediam pacientemente, aos beijinhos, às fotografias, aos autógrafos, enquanto os reformados assistiam ao fundo, entre sorrisos. Lembro-me, uma vez, de um deles ter gritado: "Ó Timofte, tens que arranjar um carimbo!". O romeno, cercado de dezenas de crianças, riu-se do comentário e continuou a assinar.

Íamos contando os autógrafos à medida que os jogadores iam saindo. "Já passou o André? E o Domingos?" O Aloísio era sempre o último. Aparecia lá para a uma da tarde. Já nem todas as crianças resistiam até esta altura - nem todas as mães eram tão pacientes como a minha. Quando o brasileiro concedia o último rabisco no caderno, entrávamos no carro com uma clara sensação de missão cumprida. Depois era gastar depressa o que restasse do rolo e correr a revelar as fotografias, que assim que estivessem prontas iam ser exibidas na escola.

Embalada por recordações deste género, custa-me aceitar a situação no actual CTFD. Para além de ser longe de tudo, longe dos adeptos e do "coração" do FC Porto (embora quanto a isso nada se possa fazer), não prevê, pela sua estrutura, qualquer contacto entre os jogadores e os adeptos. O máximo que se consegue é impedir a saída dos carros, requisitando depois o desejado autógrafo através da janela do condutor - isso até que os seguranças afastem os adeptos do carro forçando o jogador a seguir viagem pois começa a formar-se fila. Adicione-se isso à febre pós-Mourinho dos treinos à porta fechada e temos a receita para uma massa adepta cujo acesso aos seus ídolos é totalmente vedado. Lembro-me bem do que sentia em dias como o que descrevi e entristece-me que os adeptos infantis do FC Porto não tenham actualmente a mesma oportunidade. Entristece-me que eu não tenha actualmente a mesma oportunidade! Afinal, está-se sempre em idade de pedir um autógrafo a um ídolo, não é verdade?

É por essa razão que deixo aqui o meu apelo: vamos pedir ao FCP que o treino do próximo sábado seja à porta aberta (isso imaginando que haja treino no sábado, se não houver faça-se o de sexta, que não é a mesma coisa mas já é qualquer coisa)! É falar para aqui se faz favor. Porque sabemos bem que também é destas pequenas grandes coisas que se constrói o amor ao clube.

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@ 02:05 GMT ::: link ::: topo



Resolução de ano novo

Vai haver mais movimento por aqui!

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domingo, dezembro 31, 2006 @ 11:51 GMT ::: link ::: topo



A todos os Portistas

Feliz Natal e um 2007 fantástico a todos os Portistas!

(imagem descaradamente roubada do BiBó PoRtO, carago!!)

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domingo, dezembro 24, 2006 @ 18:55 GMT ::: link ::: topo



Eterno Capitão

"Cada título conquistado com a camisola do FC Porto é uma felicidade. O primeiro deve ter-me provocado um sorriso daqueles bem abertos. A partir daí, senti que tinha encontrado um caminho para a minha vida." (Jorge Costa)

Nascido a 14 de Outubro de 1971, Jorge Paulo Costa Almeida é adepto do FC Porto desde esse mesmo dia, sócio do FC Porto desde os 3 anos de idade, jogador do FC Porto desde os 13, Capitão do FC Porto desde os 25. É difícil para um Portista falar (ou, no caso, escrever) sobre o Jorge Costa. Sente-se um aperto no peito. Passa-nos pela cabeça o filme todo: um jovem a despontar no início dos anos 90, três recuperações milagrosas de lesões gravíssimas, garra, determinação, carisma, amor ao FC Porto, o dia em que uma camisola número 2 gigante desceu do céu para um emocionado João Pinto lhe passar a braçadeira de Capitão, um jogo em que, sozinho, virou o resultado no Restelo, a sua imagem a levantar taças e taças e mais taças. A UEFA, a Liga dos Campeões, a Intercontinental. Mas o filme não tem um final feliz... Há alguns dias, Jorge Costa, o grande, enorme Jorge Costa, anunciou o final da sua carreira. E nunca vamos perdoar Co Adriaanse por isso ter sucedido sem o Dragão no seu peito - pelo menos do lado de fora.

Mas se na realidade o clube são os seus adeptos, então Jorge Costa nunca saiu do Porto. O clube está nele e ele está no clube. Não há lesão, fim de carreira, Otávio Machado ou Co Adriaanse que separem aquilo que não pode ser separado.

Parabéns Jorge Costa. Obrigado por tudo. Adeus? Nunca.

Fontes complementares:
Livro "Jorge Costa - Capitão", de Carlos Pereira Santos e Rui Cerqueira

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domingo, outubro 15, 2006 @ 20:41 GMT ::: link ::: topo



À atenção dos Portistas mais novos e respectivos encarregados de educação :o)

Basket para todos no FCP!

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quinta-feira, outubro 12, 2006 @ 19:07 GMT ::: link ::: topo



O primeiro

Neste blog que hoje inauguro pretendo celebrar o FC Porto: a sua história, os seus símbolos, os seus adeptos. No meu blog pessoal faço pequenos comentários aos jogos e à actualidade do FC Porto, e muito melhor do que eu fazem-no muitos outros Portistas em dezenas de blogs listados à direita. Não é esse, contudo, o objectivo deste blog - este é muito mais um álbum de recordações do que um diário. Sejam bem-vindos todos os Portistas!

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segunda-feira, setembro 18, 2006 @ 13:16 GMT ::: link ::: topo




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A principal fonte de informação e imagens para o presente blog são os 16 volumes da História Oficial do FC Porto, de Alfredo Barbosa, editada pelo Comércio do Porto. São também consultados o Livro de Ouro do FC Porto, edição do Diário de Notícias, e a autobiografia de Jorge Nuno Pinto da Costa, Largos Dias Têm 100 Anos, bem como o site oficial do FC Porto e edições passadas de jornais, de entre os quais se destacam A Bola, Jornal de Notícias, O Jogo, O Norte Desportivo e Record. Quaisquer outras fontes serão identificadas nos respectivos posts.






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